Luana Clara – Em seu 10º reinado, o Rei Momo sarado e agora promoter da Porto da Pedra fala em entrevista sobre sua paixão pelo carnaval e os planos para o futuro.

 

Blog (B): Qual o segredo da sua popularidade?

Alex Oliveira (AO): Sempre fazia questão de ir aos ensaios nos grupos de acesso, velha guarda, porque quanto menor a escola, mais nossa presença é valorizada.

 

B: Conte-nos alguma situação engraçada que passou, por ser um Rei Momo fora do arquétipo tradicional?

AO: Fui coroar a Rainha de Uruguaiana e pensaram que eu era um passista, que tivesse ido representar o Rei Momo, por ser magro. Aí, eu expliquei como era aqui no Rio (risos).

 

B: Quando nasceu a vontade de ser carnavalesco?

AO: Há bastante tempo. Na primeira vez que fui à Sapucaí, em 84, eu era da mirim da Portela. Era um domingo de carnaval, e a Império Serrano desfilou após a Portela, e eu os assisti e adorei. O carnavalesco era Renato Lage, e por isso, ele é meu ídolo até hoje.

 

B: Você já trabalhou na produção de um desfile?

AO: Antes de me tornar Rei Momo, em 96, me formei em arquitetura.

Em 2004 e 2005, quando não pude concorrer, eu participei como arquiteto, na Renascer e fiz o desenvolvimento das alegorias. Na época, a escola era do grupo A.

Depois fiz faculdade de moda e figurino, para estar mais completo.

 

B: Como surgiram os convites para ser carnavalesco?

AO: Um amigo me chamou para a Caprichosos, como carnavalesco, mas, o Paulo de Almeida foi reeleito e foi tudo por água a baixo.

 

B: Outras escolas também te convidaram para o cargo?

AO: Sim, a Vizinha, Ilha e fui sondado pela Grande Rio.

 

B: É verdade que o seu ídolo, Renato Lage, elogiou seu trabalho como colunista?

AO: Renato Lage me parabenizou pela coluna no “O Dia”, pois mesmo não gostando de crítica de carnaval, ele leu a minha e gostou. Ele também me disse que agora eu veria o lado ruim do samba: tramas e puxadas de tapetes.

Foi um elogio enorme, porque ele é meu ídolo.

 

B: Agora você é promoter. Nos conte como tudo aconteceu.

AO: O pessoal da Porto da Pedra me chamou, e eu pensei que fosse para eu trabalhar no barracão (risos), mas me convidaram para ser promoter, e disseram: “Você não vai concorrer ano que vem (para Rei Momo) e temos dificuldade para trazer o pessoal do Rio, porque os ensaios são sexta. E você é bem entrosado”.

 

B: Quais personalidades veremos na quadra da escola?

AO: Não queremos competir com a Grande Rio. Nosso foco são os figurões do samba.

 

B: O que planeja para os próximos anos?

AO: Vou escrever um livro sobre meus 10 anos de reinado, contando a história do Rei Momo, que começa na Grécia Antiga, e prestigiar meus antecessores.

Também vou lançar, ano que vem um DVD documentário sobre minha vida.

 

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