Luana Clara – Os relatores Nilcemar Nogueira, Aloy Jupiara, Cláudia Márcia e Renata Melo fecharam as atividades da sexta-feira, dia 5, contando como foi o processo de recolhimento de material para que o samba ganhasse a titulação de patrimônio cultural brasileiro pelo Iphan. “O reconhecimento do jongo, samba do recôncavo baiano e o carioca como patrimônio cultural, é um processo de valorização do negro”, afirma Renata Melo, assessora de Políticas Culturais da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

 

Os temas abordados no documento foram a história, cenário, poesia, dança, samba e religiosidade, comida, baianas, velha guarda, transmissão de cultura, terreiros, agremiações extintas, mirins, atores do samba e recomendações e salvaguardas. As escolas que serviram de base para o estudo foram: Estácio, Império Serrano, Mangueira, Portela, Salgueiro e Vila Isabel.

 

A desapropriação cultural pela qual a música passa também teve espaço: “Na passagem do terreiro para a quadra houve uma ruptura. Antes, tudo acontecia dentro da escola (partido-alto, samba-enredo, samba de terreiro). Houve uma perda, os sambistas deixaram de ser presidentes e as atividades deixaram de acontecer lá”, declarou Aloy Jupiara. O jornalista ainda ressaltou a importância de ações de salvaguarda: “Os vinte primeiros sambas da Vila Isabel não estão registrados na quadra. É preciso procurar as famílias fundadoras, para não se perder isso”, sugestiona.

 

Homenagens – Foram titulados personagens que ajudaram no dossiê, como também cuja história e composições contribuíram para o samba. São eles: Tantinho, Tia Surita, Tia Doca, Careca, Tia Neném e Ed Miranda, que ficou muitíssimo emocionado.

 

O encerramento, ficou novamente a cargo do Zeca da Cuíca, que fechou com chave de ouro.

 

 

Veja algumas das ações de salvaguarda para o samba

* Incentivo a produção de biografias sobre sambistas e velha guarda

* Levantamento musical

* Realização de encontro entre partideiros, para a transmissão às novas gerações

* Produção de concursos de samba de terreiro, para revitalizar sua prática

* Oficinas de ritmo, composição e dança

* Cursos de cuíca e pandeiro

* Criar centros de memória nas comunidades das escolas de samba

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