Luana Clara

Com apropriação do verso da famosa composição de Nelson Sargento, que o mestre de cerimônia, o Rei Momo Alex Oliveira justificou a titulação das matrizes do samba carioca – Mesa de Aberturapartido-alto, samba de terreiro e samba-enredo -,  como patrimônio cultural brasileiro, tema do seminário, que começou nesta quinta-feira, no Sesc de Madureira.  

Em seguida, foram convidados ao palco Nilcemar Nogueira, vice-presidente do Centro Cultural Cartola (CCC) e neta do compositor, o ministro Edson Santos, de Igualdade Racial, Carlos Fernando Andrade, superintendente regional do Instituto do Patrimônio Orquestra de ViolinosHistórico e Artístico Nacional e Carlos Eduardo Nogueira, representando o governo do Estado, para formar a mesa de abertura e assistir a execução do hino nacional pela Orquestra de Violinos do CCC.

 Legitimidade do Samba – “O Iphan, nestes 71 anos de existência, começou a tombar o palpável. Hoje, mudamos totalmente, passando do material para o imaterial, porque o valor, para gente, é o que ultrapassa o material. É a imaterialidade que dá raiz à cultura”, explicou, Carlos Fernando, em seu discurso.  

Nilcemar Nogueira, organizadora do evento, acredita que o feito alcançado se dá pelo fato do samba estar presente em todas regiões do país.  Público 

“Nosso desafio não é preservar o samba como patrimônio, porque ele é, e sempre foi. E sim, compreendê-lo como pilar de nossa cultura”, declarou o ministro Edson Santos.  

O porquê de Madureira – “O centro cultural  (Cartola) trabalha o samba, onde ele estiver. Por isso, hoje estou de azul (Portela), amanhã estarei de verde (Império Serrano), e no sábado, finalmente de verde e rosa (Mangueira)”, declarou Nilcemar. 

Em resposta a iniciativa, Carlos Eduardo Nogueira, representante do Estado, sugeriu que este ciclo de palestras fosse levado às escolas, para que as crianças entrassem em contato com este ritmo, tão nacional.      

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