4 Abril, 2008
Samba agoniza mas não morre
Posted by sambadobrasil under Cultura, Evento, Samba | Etiquetas: Cartola, Cultural, edson santos, Igualdade Racial, Império Serrano, iphan, Mangueira, Nelson Sargento, Nilcemar Nogueira, Orquestra de Violinos, partido-alto, Patrimônio, Portela, Rei Momo, Samba, samba de terreiro, samba-enredo |Luana Clara
Com apropriação do verso da famosa composição de Nelson Sargento, que o mestre de cerimônia, o Rei Momo Alex Oliveira justificou a titulação das matrizes do samba carioca –
partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo -, como patrimônio cultural brasileiro, tema do seminário, que começou nesta quinta-feira, no Sesc de Madureira.
Em seguida, foram convidados ao palco Nilcemar Nogueira, vice-presidente do Centro Cultural Cartola (CCC) e neta do compositor, o ministro Edson Santos, de Igualdade Racial, Carlos Fernando Andrade, superintendente regional do Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional e Carlos Eduardo Nogueira, representando o governo do Estado, para formar a mesa de abertura e assistir a execução do hino nacional pela Orquestra de Violinos do CCC.
Legitimidade do Samba - “O Iphan, nestes 71 anos de existência, começou a tombar o palpável. Hoje, mudamos totalmente, passando do material para o imaterial, porque o valor, para gente, é o que ultrapassa o material. É a imaterialidade que dá raiz à cultura”, explicou, Carlos Fernando, em seu discurso.
Nilcemar Nogueira, organizadora do evento, acredita que o feito alcançado se dá pelo fato do samba estar presente em todas regiões do país.
“Nosso desafio não é preservar o samba como patrimônio, porque ele é, e sempre foi. E sim, compreendê-lo como pilar de nossa cultura”, declarou o ministro Edson Santos.
O porquê de Madureira – “O centro cultural (Cartola) trabalha o samba, onde ele estiver. Por isso, hoje estou de azul (Portela), amanhã estarei de verde (Império Serrano), e no sábado, finalmente de verde e rosa (Mangueira)”, declarou Nilcemar.
Em resposta a iniciativa, Carlos Eduardo Nogueira, representante do Estado, sugeriu que este ciclo de palestras fosse levado às escolas, para que as crianças entrassem em contato com este ritmo, tão nacional.
5 Abril, 2008 at 9:55 am
Como sempre minha amiga demonstra uma narrativa concisa e muito bem organizada sobre o tema ^^